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27 fevereiro 2013

Pessoas em um avião e em um culto têm muito em comum - Max Lucado



Olá, irmãos! Esta semana comecei a ler o livro “Deus está no controle” de Max Lucado e estou amando! E hoje, para mostrar um pouquinho do livro e compartilhar as maravilhas que tenho experimentado através dele, vou colocar um trecho que me chamou muito a atenção. Vale lembrar que o livro foi feito com trechos de outros livros do Max Lucado, e este foi tirado de “Simplesmente como Jesus”. Leia e preste atenção como muitos de nós nos contentamos com um culto bom, sem problemas e distrações, enquanto deveríamos buscar a face de Deus de todo o nosso coração. Deus abençoe! 

“Pessoas dentro de um avião e pessoas sentadas num banco de igreja têm muita coisa em comum. Todas elas estão numa jornada. A maioria tem bom comportamento e boa aparência. Algumas cochilam e outras olham pela janela. A maioria, senão todas, está satisfeita com uma experiência previsivel. Para muitas, a marca de um bom voo e a marca de uma boa reunião de adoração são a mesma coisa. “Bom”, gostamos de dizer. “Foi um bom voo/foi um bom culto.” Saímos da mesma maneira que entramos e estamos felizes por poder voltar da próxima vez. 

Uns poucos, porém, não se contentam com o bom. Desejam algo mais. O menino que acabara de passar por mim desejava. Ouvi-lhe a voz antes de vê-lo. Eu já estava no meu assento quando ele perguntou: “Será que eles vão mesmo me deixar conhecer o piloto?”. Ele foi ou sortudo ou perspicaz, porque fez o pedido assim que entrou no avião. A pergunta flutuou até a cabine, levando o piloto a inclinar-se para fora. 

- Alguém está me procurando? - perguntou ele. 

A mão do menino se esticou como se ele estivesse respondendo a uma pergunta de sua professora do segundo ano. 

- Eu estou! 

- Bem, então entre. 

Com um aceno de sua mãe, o garoto entrou no mundo dos controles medidores da cabine de comando e emergiu minutos depois com os olhos arregalados. 

- Uau! – exclamou. – Estou tão feliz por estar neste avião! 

Nenhuma outra face ali mostrava tal deslumbramento. Eu já imaginava. Prestei atenção. O interesse do menino despertou o meu próprio interesse, de modo que passei a estudar o rosto dos demais passageiros, mas não encontrei tal entusiasmo. De modo geral, vi contentamento: Viajantes contentes por estar no avião, contentes por estar mais próximos de seu destino, contentes por sair do aeroporto, contentes por se sentar, olhar e falar pouco. 

Havia algumas poucas exceções. As cinco ou mais mulheres de meia-idade usando chapéus de palha e levando blosas de praia não estavam contentes; elas estavam exuberantes. Desfilavam sorrindo pelo corredor. Minha aposta é que elas eram mães que haviam se livrado da cozinha e das crianças. O colega de terno azul do outro lado do corredor não estava contente; estava mal-humorado. Abriu seu notebook e ficou encarando a tela a viagem inteira. A maioria de nós, porém, estava mais feliz do que ele e mais contida que as senhoras. A maioria de nós estava contente. Contente com um voo previsível e sem ocorrências fora do comum. Contentes com um voo “bom”. 

Uma vez que é isso o que buscamos, isso é o que conseguimos. O menino, por outro lado, queria mais. Ele queria ver o piloto. Se lhe pedissem para descrever o voo, ele não diria que foi bom. Ele provavelmente mostraria as asas de plástico que o piloto lhe dera e diria: “Eu vi o homem lá da frente”. 

Você entende por que digo que as pessoas num avião e as pessoas no banco da igreja têm muita coisa em comum? Entre no santuário de uma igreja e olhe para os rostos. Alguns estão agitados, uns poucos estãos mal-humorados, mas no geral, estamos contentes. Contentes por estar ali. Contentes por sentar, olhar direto para frente e sair quando o culto acabar. 

Contentes por desfrutar de uma reunião sem surpresas nem turbulência. Contentes com um culto bom. “Busquem, e encontrarão”, Jesus prometeu (Mt 7.7). 

Uma vez que um bom culto é o que buscamos, um bom culto é normalmente o que encontramos. 

Alguns poucos, porém, buscam mais. Alguns poucos chegam com o entusiasmo infantil daquele menino. E esses poucos saem como ele saiu, de olhos arregalados diante da maravilha de ter-se colocado na presença do próprio piloto... 

Você vai a igreja com um coração faminto por adoração? Nosso Salvador ia. 

Posso pedir-lhe que seja exatamente igual a Jesus? Prepare seu coração para a adoração. Deixe Deus mudar sua face por meio da adoração. Demonstre o poder da adoração. Acima de tudo, busque a face do piloto. O menino fez isso. Por ter buscado o piloto, ele saiu com a face transformada e um par de asas. O mesmo pode acontecer com você.” 

Max Lucado.

23 outubro 2012

Como prestar um culto verdadeiro

Bom dia irmãos!

Vejam só esta maravilhosa mensagem do príncipe dos pregadores, C.H. Spurgeon, que tem tudo a ver com a mensagem de ontem.




O rasgar de vestes e outros sinais exteriores de emoção religiosa podem ser manifestados com facilidade e, freqüentemente, são hipócritas. Sentir o verdadeiro arrependimento é muito mais difícil e, conseqüentemente, muito menos comum. Os homens atenderão às mais diversas e minuciosas normas de cerimônias religiosas que são agradáveis à carne. Mas a verdadeira fé é bastante humilhante, perscrutadora e completa, e não atrai o gosto carnal dos homens. Alguns preferem algo mais ostentoso, superficial e mundano.

Os ouvidos e olhos são satisfeitos, a presunção é alimentada, e a justiça própria é enaltecida. Todavia, eles estão enganados, porque, na hora da morte e no Dia do Juízo, a alma necessita de algo mais substancial do que cerimônias e rituais em que possa confiar. Oferecida sem um coração sincero, toda forma de adoração é um fingimento e uma zombaria descarada da majestade no céu. O rasgar do coração é uma obra realizada por Deus e experimentada com solenidade. E uma tristeza secreta experimentada pessoalmente, não como um ritual, e sim como uma obra profunda e constrangedora da alma, por parte do Espírito Santo, no coração de todo crente.

Não é uma questão para ser meramente discutida e crida, mas para ser aguda e sensitivamente experimentada em cada filho do Deus vivo. O rasgar do coração é poderosamente humilhante e completamente purificador do pecado; mas, depois, é docemente preparatório para as consolações graciosas que espíritos orgulhosos não podem receber. É distintamente característico, pois pertence aos eleitos de Deus, e para os tais apenas. O versículo de hoje nos ordena a rasgar o coração, mas ele naturalmente é tão duro quanto o mármore.

Como, então, podemos fazer isto? Temos de levar nosso coração até ao Calvário. A voz de um Salvador quase morto rasgou as rochas naquela ocasião e continua tão poderosa agora como o foi naquele dia. O bendito Espírito Santo, faze-nos ouvir os clamores de morte do Senhor Jesus, e nosso coração será rasgado, à semelhança de homens que rasgavam suas vestes no dia de lamentação.


Deus te abençoe!

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